ESCOLA SECUNDÁRIA DO VALE DE CHITIMA
TRABALHO DE PSICOLOGIA DE 2019
Classe:12a Turma:C
Números:5,9,21,24,45,52,56,57,62
Tema:NEE e Educação inclusiva
Chitima ,aos 16 de Outubro de 2019
Índice
INTRODUÇÃO 3
NEE e EDUCAÇÃO 4
EDUCAÇÃO INCLUSIVA 7
CONCLUSÃO 9
INTRODUÇÃO
No presente trabalho Vamos falar sobre NEE e Educação inclusiva. O termo Necessidades Educativas Especiais (NEE) está associado a pessoas com problemas sensoriais, físicos, intelectuais e emocionais e com dificuldades de aprendizagem derivadas de fatores orgânicos e/ou ambientais.
NEE e EDUCAÇÃO
O termo Necessidades Educativas Especiais (NEE) substitui a pessoas com problemas sensoriais, físicos, intelectuais e emocionais e com dificuldades de aprendizagem derivadas de fatores orgânicos e/ou ambientais. Existem dois tipos de NEE:
1. Permanentes (exigem adaptações generalizadas do currículo escolar, devendo o mesmo ser adaptado às características do aluno, durante grande parte ou todo o percurso escolar do aluno);
2. Temporárias (exigem modificações parciais do currículo escolar, adaptando-o às características do aluno num determinado momento do seu desenvolvimento).
O termo NEE é hoje utilizado no contexto educacional para designar os alunos que apresentam alguma deficiência ou dificuldade de aprendizagem e que suscita interpretação.
Segundo Borges (2005, p. 03),
um aluno tem necessidades educacionais especiais quando apresenta dificuldades maiores que o restante dos alunos da sua idade para aprender o que está sendo previsto no currículo, precisando, assim, de caminhos alternativos para alcançar este aprendizado.
Então, devemos considerar que o aluno com NEE não necessariamente será um aluno que possua alguma deficiência, mas poderá ser qualquer aluno que apresente uma dificuldade acentuada em relação aos demais alunos de uma determinada turma.
Para Carvalho (1999, p.59), a história da educação especial no Brasil, no que se refere ao contexto escolar, foi trazendo ao longo do tempo relatos sobre a modificação na forma de tratamento dos alunos da Educação Especial. De “excepcionais”, passaram a ser chamados de “portadores de deficiência”, “deficientes”, alunos com necessidades especiais, e atualmente, alunos com necessidades educacionais especiais (NEE).
A modificação na nomenclatura se deu na busca de não rotulá-los e melhorar a sua qualidade de vida, principalmente evitando-se ambigüidades e má interpretação dos termos utilizados.
Se considerarmos o termo educacional, em nossa língua, significa “que educa”, “que promove educação”. Ora, as necessidades “referentes a”, ou “no âmbito da” educação, são necessidades educacionais (CARVALHO, 1999). Portanto, necessidades educacionais especiais podem ser relacionadas não somente aos alunos com alguma deficiência, mas à maioria dos alunos de escolas regulares, já que ao longo de toda a escolaridade, podemos ter nos deparado com alguma necessidade especial ou alguma dificuldade de aprendizagem.
Mazzotta 1 (1996) apud CARVALHO (1999, p. 60) alerta-nos
para a inadequação lingüística da expressão “portadores de necessidades educativas especiais, sugerindo que, em lugar dela, usemos “alunos que apresentam necessidades educacionais especiais”, o que, sem dúvida, é mais adequado, seja do ponto de vista semântico ou do psicológico.
Neste site optou-se por esta nomenclatura, com a sigla NEE significando aqueles alunos que apresentam alguma deficiência ou dificuldade de aprendizagem e que se encontram nas escolas de nosso imenso e diverso país.
Ainda, segundo Carvalho, (1999. p. 61), “qualquer criança experimentará a experiência da aprendizagem escolar como desagradável, como uma verdadeira barreira, se estiver desmotivada, se não encontrar sentido e significado para o que lhe ensinam na escola”.
Considerando-se o panorama educacional e o movimento pela inclusão escolar, os profissionais da educação têm iniciado um movimento em direção ao pensar nos alunos que apresentam NEE, com vista à remoção das barreiras que se impõem à aprendizagem, valorizando suas potencialidades, pensando-os como seres humanos em desenvolvimento e em constante processo de aprendizagem, com características próprias e diferenciadas, mesmo que por vezes com algumas limitações.
Para Nóvoa (2004, p. 2), “a escola não pode ser igual para todas as crianças”. É preciso construir percursos escolares diferenciados, no quadro de uma “escola comum”, ou seja, respeitar os estilos de aprendizagem, as limitações e promover as potencialidades de cada aluno.
Portanto, pensa-se que cabe aos profissionais da educação, utilizar os mais variados meios e instrumentos de que dispuser, de forma responsável e criativa, respeitando e valorizando as diferenças de cada um, aproximando-os dos demais alunos e da realidade que o cerca. Cabe-lhe, ainda, desenvolver estratégias que favoreçam a aprendizagem, as explorações e criações que conduzam à construção do conhecimento.
Não há mais como se tratar a homogeneidade nas escolas, a consciência de que a heterogeneidade existe está posta para ser pensada, planejada e desenvolvida, com vistas ao favorecimento de aprendizagens significativas e necessárias. Os educadores têm o dever e a obrigação de fazê-las acontecer, demandando para isso pesquisas, compartilhamento de experiências e estudos para conseguir dar contar de fornecer a todos os alunos os conhecimentos mínimos para que possam atuar com responsabilidade na sociedade em que vivem.
Tais conhecimentos mínimos compreendem, entre outros, o desenvolvimento do raciocínio lógico, a leitura, a escrita, a interpretação, o saber avaliar para tratar a informação que acessa diariamente e o comunicar-se naturalmente e com responsabilidade.
Consideram-se estudantes com Necessidades Educativas Especiais (NEE) aqueles que, por apresentarem determinadas condições específicas, podem necessitar de um conjunto de recursos educativos particulares, durante todo ou parte do seu percurso escolar, de forma a facilitar o seu desenvolvimento académico, pessoal e sócio emocional. Assinale-se que estas condições podem ser permanentes ou temporárias.
Neste sentido é necessário reconhecer a estes estudantes igualdade de direitos para que possam participar em todas as esferas da vida académica com sucesso.
De forma a promover a sua inclusão importa adotar medidas e soluções adequadas e anti discriminatórias, tendo sido consagradas um conjunto de medidas a ser aplicadas aos estudantes com NEE para garantir o seu acesso e a prossecução dos estudos na Universidade do Algarve (ver Regulamento de Apoio ao Estudante com Necessidades Educativas Especiais ).
A aplicação destas medidas deve ser ponderada de acordo com o princípio de que a educação das pessoas com NEE se deve processar num meio o menos restritivo possível, sem contudo abdicar dos parâmetros de exigência e qualidade do processo de ensino e aprendizagem.
História
O conceito de Necessidades Educativas Especiais passou a ser conhecido em 1950 a partir da sua formulação no "Relatório Warnock", apresentado ao parlamento do
Reino Unido , pela Secretaria de Estado para a Educação e Ciência, Secretaria do Estado para a Escócia e a Secretaria do Estado para o País de Gales. Este relatório foi o resultado do 1º comitê britânico constituído para reavaliar o atendimento aos deficientes, presidido por Mary Warnock . As suas conclusões demonstraram que vinte por cento das crianças apresenta NEE em algum período da sua vida escolar. A partir destes dados, o relatório propôs o conceito de NEE.
EDUCAÇÃO INCLUSIVA
Educação inclusiva é uma expressão. Educação é um substantivo feminino, com origem no Latim educare, que quer dizer “educar, instruir, criar”. Inclusiva também é um substantivo feminino, derivada de inclusão, que por sua vez vem do Latim
includere, verbo que é “rodear, fechar em, inserir”.
O significado de Educação inclusiva indica uma modalidade de ensino onde o processo educativo tem o objetivo de garantir o direito de todos à educação , ou seja, quando há a
inclusão de qualquer tipo de deficiência ou transtorno – ou até mesmo com altas habilidades – em escolas de ensino regular .
Desse modo, o processo educativo deve ser visto como um processo social para permitir que todos tenham direito à escolarização, pressupondo que haja igualdade nas oportunidades e na valorização das diferentes dos seres humanos, satisfazendo uma formação completa e livre de preconceitos.
Por ter uma proposta diversificada, a escola inclusiva é bastante proveitosa, afinal os alunos deficientes podem usufruir de uma escola preparada para auxiliá-los com o aprendizado, enquanto que os demais alunos aprendem e convivem com as diferenças naturalmente, desenvolvendo sentimentos de paciência, respeito e empatia.
Por isso, a educação inclusiva contempla as diversidades sociais, étnicas, culturas, físicas, intelectuais, sensórias e de gênero da população. Seu foco é transformar a cultura, as práticas e políticas atuais na escola e nos sistemas de ensino para que realmente ocorra o acesso, a participação e a aprendizagem de todos, sem quaisquer exceções.
Existem certos princípios que uma educação inclusiva pode fazer uso tanto para a teoria quanto para a prática dentro de uma instituição, pois serve como referência a educadores e comprometidos com essa causa de inclusão.
São cinco princípios presentes em uma inclusão escolar:
a)Todo indivíduo possui o direito de acesso à educação,
b) Todo indivíduo aprende,
c) O processo de aprendizagem de cada pessoa é singular,
d) O convívio no ambiente escolar comum traz benefícios a todos,
e) A educação inclusiva diz respeito a todos.
O último princípio é aquele que norteia os demais e dá orientações para as relações humanas na construção de uma sociedade mais justa e participativa.
Educação inclusiva é uma modalidade de educação que inclui alunos com qualquer tipo de deficiência ou transtorno, ou com altas habilidades em escolas de ensino regular.
A diversidade proposta pela escola inclusiva é proveitosa para todos. De um lado estão os alunos com deficiência, que usufruem de uma escola preparada para ajudá-los com o aprendizado e do outro, os demais alunos que aprendem a conviver com as diferenças de forma natural, a desenvolver o sentido de entreajuda, o respeito e a paciência.
O público-alvo do Plano Nacional de Educação (PNE) no que diz respeito à educação inclusiva, são alunos com deficiência (intelectual, física, auditiva, visual e múltipla), com transtorno do espectro autista e com altas habilidades (superdotados).
A inclusão ajuda a combater o preconceito buscando o reconhecimento e a valorização das diferenças através da ênfase nas competências, capacidades e potencialidades de cada um.
Esse conceito tem como função a elaboração de métodos e recursos pedagógicos que sejam acessíveis a todos os alunos, quebrando assim as barreiras que poderiam vir a impedir a participação de um ou outro estudante por conta de sua respectiva individualidade.
Um dos objetivos da inclusão escolar é o de sensibilizar e envolver a sociedade, principalmente a comunidade escolar.
CONCLUSÃO
Concluimos que O significado de Educação inclusiva indica uma modalidade de ensino onde o processo educativo tem o objetivo de garantir o direito de todos à educação , ou seja, quando há a inclusão de qualquer tipo de deficiência ou transtorno – ou até mesmo com altas habilidades – em escolas de ensino regular .